
Por vezes uma onda me invade.
É quente, vem de dentro e arrepia.
Eu juro, é verdade, não se ria.
Será assim que sinto a felicidade?
Pergunto porque, nessa mesma hora,
sorrio, para mim mesmo, espantado.
Não sei se isto tem significado.
Será a lucidez que foi embora?
Eu penso que estou lúcido, atento.
Ou isto fará parte de um tormento
que teima com meu âmago brincar?
Mas não, isto é verdade absoluta,
a mente está desperta e arguta.
Estranho é o meu peito a suspirar.
Celtibéri