terça-feira, 18 de setembro de 2012

Boa noite !


Raio de sol !


Um raio se sol
Invadiu a nossa cama,
Extasiando-nos
Nos esteios das horas...
Entre beijos intensos
Que tanto adoras
E abraços imensos
De quem muito ama.

Entrou ligeiro, sorrateiro,
Envolvendo-nos sem demoras
E sorriu-nos
Num ar eloquente da sua chama...
Incendiando a pureza
Da nudez que inflama
Teus olhos vestidos
Das lágrimas que agora choras.

Não vês meu amor...
Que o sol que acordou o nosso ninho
Nem sequer reparou no vasto desalinho
Do feliz conforto
Do nosso leito?...

Não sofras
Por o sol te ter visto nua,
A tua alma
É tão branca como a da lua
E só ele, depois de mim...
Possui esse direito!

Vontade ...


Há tantos espaços em branco,
Outros negros, ocupados...
Tentativas de uma vida não vivida
Com os fantasmas de todos os dias,
Num céu de estrelas sem significado.

Fantasmas, quem não os têm?
A mente que os sustenta,
Nega a sede e a fome
No medo que consome,
O cansaço sem paz
Tatuado na pele.
De tantas batalhas perdidas,
De tantas palavras escritas
Com cor de tinta igual,
Tento ser normal, invisível,
E passar despercebido entre eles.
Ontem, já morreu, já passou!
Amanhã, ninguém sabe se vai existir,
Nada muda, ainda nada aconteceu...
E hoje, certamente...
Que não será um bom dia para desistir.

Hoje...
Nasceu esta imensa vontade
De ser quem não sou...
Não por ser o que sou,
Mas por querer ser melhor ainda.
A vontade de viver hoje é tanta…
Que não sei se algum dia irei morrer.

O beijo !


O beijo que te dei
Foi puro e perfumado,
Foi doce, demorado,
Por fim eu te beijei!

Já nem me conheço agora!

Será que fiz bem?...
Será que fiz mal?...
A minha alma arde agora
De forma transcendente.

Há muito que meus lábios sofriam
Por este bem tão ausente
Que me sinto neste instante, morrer
Pelo estado em que fiquei.

Eu, que sempre vivi
Com esta crença de esperança perdida
Vivo agora só, nesta incerteza
Onde a minha alma se desfaz de pranto
Tão longe desse beijo
Tão cheio de encanto.

Sinto-me a morrer de paixão
Desse beijo passado
Bem presente em minha mente.
Sinto que não mais vá conseguir
Estancar esta ferida.

Por todas as caricias ausentes
E pelos beijos que agora te dou...
E que tu já não sentes...
Preferia ficar a desejar
Esse beijo por toda a vida.

Sopro de amor !


O teu amor...
Espreitou-me por entre as vidraças da vida
E sem pedir, entrou num forte sopro de vento
De forma estranha e violenta,
Por entre as fissuras
De uma janela mal fechada.

Desarrumas-te todo o meu destino!

Arrancas-te das velhas paredes do meio peito
Todas as telas pintadas,
Todos os quadros de sonhos
Que tinha guardado com jeito,
Pendurados nas asperezas do tempo.

Levantas-te do chão todo um pó de dor!...
Amor empoeirado por ti caído,
Sofrido e acamado, esperançado no amor.
Amotinaste a minha alma num ledo engano
E depois saíste como entrastes...
Num sopro de vento violento e estranho.

Agora...
Apenas ficou um rasto de alento de que zombas
Vincado pelo teu sopro de vento violento e estranho,
Escrito no epitácio da minha sepultura,
O meu quarto de sombras...
Minha cova escura.

Sem erros e sem decepções

Tá namorando?
- Não, tô ficando.
- Ficando com quem?
- Ficando mais feliz, sem pessoas erradas e sem decepção.

To aqui sem saber de você...

“To aqui,sem saber de você,de seus sentimentos,o que você pensa, faz tempo que estou assim,mais eu tô aqui segurando esta barra. Vou levando da melhor maneira possível.”

Conformar-se !

Conformar-se é submeter-se e vencer é conformar-se, ser vencido. Por isso toda a vitória é uma grosseria. Os vencedores perdem sempre todas as qualidades de desalento com o presente que os levaram à luta que lhes deu a vitória. Ficam satisfeitos, e satisfeito só pode estar aquele que se conforma, que não tem a mentalidade do vencedor. Vence só quem nunca consegue.

Nexo


Quando pela madrugada 
Tu me tomas de lampejo
 Faz de mim a sua amada,
E desperta-me o desejo.

Me cobre com teu corpo,
Desfaz minha armadura,
Eu te deixo absorto
E lá se vai toda candura.

Tão gostoso e  sensual
 Não é apenas sexo,
Com libido e  prazer
O nosso amor tem nexo.

Profano


Meus olhos enchem-se
De desejos por você.
Despertas em mim o profano.
E eu não resisto.
Com orgulho te faço cativo
Minha presa.
E insaciavelmente te devoro
Como loba faminta,
E já não há certo ou errado.
Quando movida pelo desejo,
Tudo é válido
Tudo é intenso
Tudo é amor, 
Tudo é paixão...

Gritos mudos


Queria subir ao mais alto monte
para gritar tudo isso que sinto.
Libertar minha alma
e arrancar de mim medos e traumas,
fantasmas do passado que me rodeiam
e que há tempos me assombram.
Às vezes, sinto-me covarde,
e sem coragem me sufoco.
Então armazeno e condiciono,
sentimentos e pensamentos
que gostaria de expressar.
Queria gritar...
Mas se eu gritasse,
Será que alguém 
iria querer me ouvir?

Meu universo é voce


Tu és meu universo
Grande em beleza e cheio de mistérios.
Em seu olhar eu vejo o brilho das estrelas,
O seu sorriso ilumina como o sol,
A sua pele bronzeada me encanta
Como se fosse um perfeito arrebol.
Sua presença me transmite energia
Quando me beijas
Vou de encontro à imensidão.
Entro em órbita tal como um cometa
Vou pela Via mesmo sem sair do chão.
A sua voz me soa como as ondas,
E o seu toque tal como nebulosa.
És como a Lua
Num eclipse com a Terra,
Por isso eu canto o nosso amor 
Em verso e prosa.

Amigos de verdade


Amigos de verdade são como bálsamo
Aliviando as dores da alma.
São como anjos
Entoando canções de alegria
Tirando da nossa vida
Toda dor e apatia.


Amizade verdadeira
Não se explica com palavras
Não se compra nem se vende
Simplesmente acontece.


Amigos de verdade te entendem
Apenas com um olhar
Não te julgam nem te condenam
Apenas dizem...
Conte comigo.

Versos rasgados


Sou parte de um poema
De versos tristes e rasgados
Escrita pela pena
De um poeta amargurado.

Eu sou aquela rima
Que o poeta não escreveu
Sou a palavra que lastima
O amor que ele perdeu.

Sou como aquela lágrima
Que caiu manchando o papel
Sou a letra maculada
Desse poeta infiel.