
"Às vezes é preciso diminuir a barulheira, parar de fazer perguntas, parar de imaginar respostas, aquietar um pouco a vida para simplesmente deixar o coração nos contar o que sabe. E ele conta. Com a calma e a clareza que tem."
Ana Jácomo
![]() |
A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca e que, esquivando-nos do sofrimento, perdemos também a felicidade”.Carlos Drumond de Andrade
Aquele que possui grandes sonhos tem em suas mãos o poder de mudar a muitas vidas juntamente com a sua própria história. São os sonhos que elevam o homem a lugares inimagináveis e é a sua determinação as asas necessárias para alcançar tudo aquilo que se pode sonhar. Sonhar é possível e muito fácil de se fazer. Basta apenas fechar os olhos e acreditar que um dia seu sonho se tornará realidade. Isso é o primeiro passo para aprender a voar. Depois disso levante voo sem medo, erga teu peito e siga em frente. Tua vitória chegará muito em breve, você verá. Enquanto isso aproveite essa viagem e desfrute desse voo. Sempre sem pressa. Sem preocupação. Grandes coisas podem demorar a se concretizar. Mas é essa demora que torna os alicerces da tua conquista mais firmes. E depois de edificados e finalmente realizados ninguém poderá mais o derrubar. Por isso sonhe, construa, voe. Faça tudo isso em nome desse alguém que você já conhece. Sonhe tudo isso em nome desse alguém tão sofrido que constantemente está dormindo pouco e trabalhando muito. Faça isso por esse alguém que está agora mesmo lendo estas palavras. Isso mesmo. Faça tudo isso principalmente por você. Afinal você merece mais do que sonhos. Você merece o infinito. E isso é apenas o começo. Basta apenas sonhar e acreditar.Eduardo Orlando Holopainen
Muitos lhe dirão que você não é capaz e que é fraco demais para sobreviver a tantas dúvidas. Muitos tentarão te fazer sofrer apenas para se sentirem superiores a ti. Muitos fingirão serem seus amigos só para te fazerem chorar. Muitos assim virão, acredite. E quando cada um deles finalmente vierem a ti diga bem suave e baixinho em seus ouvidos: Isso não é nada perto da força do meu sorriso e da minha capacidade de mudar o mundo com a minha forma de amar.Eduardo Orlando Holopainen
É muito fácil dizer para si mesmo(a) que tudo que sentes será para sempre e que nunca irá acabar, porém difícil mesmo é acordar todos os dias de sua vida e fazer dessas palavras uma realidade onde se possa realmente dizer que esse para sempre será verdadeiramente sem fim. Sendo assim, que tal optar por dizer e fazer de fato tudo aquilo que se fala? Para sempre é muito tempo. E com todo esse tempo dá definitivamente para viver, amar, ser feliz e fazer durar. Mas sabe como se ama e se sente diferentemente a cada dia ou a cada instante? Amando a si mesmo(a) e a quem te ama acima de tudo e sem se importar com o que possar vir depois. Deixe o para sempre lá quietinho na dele e verás que todo dia o seu para sempre acontece bem diante dos teus olhos: Ao acordar e sentir a luz do sol em sua pele, ao pensar em todas as coisas boas que poderás realizar durante o seu dia ou em todas as coisas que já foram realizadas junto a ti… Tudo isso já faz o seu para sempre acontecer a todo momento, até mesmo neste exato instante. Portanto vá em frente, experimente! São poucos os que conseguem tirar proveito de simples palavras e usá-las de fato. Mas é essa minoria que acredita que esse para sempre se faz agora e o que tem que durar não é a situação a qual se encontras, mas sim o que reside em seu coração, pois o que ali se mantém guardado é o que servirá de alimento para a chama viva daquilo que consideras ser para sempre. O seu para sempre já começou. Que tal agora começar a vivê-lo? Para sempre? Que seja então. Mas que seja sincero e verdadeiro para você e principalmente para o seu coração. O tempo não pode parar. E a sua vontade de ser feliz e de querer mudar a todo instante também não.
Eduardo Orlando Holopainen
Mas em cada uma dessas noites frias você sabe que é do teu toque que eu preciso; Que somente na tua boca que eu encontro o meu melhor sorriso. E que é somente no teu coração que encontro a outra metade da minha vida e todo o resto da minha pouca razão.Eduardo Orlando Holopainen
Existem duas dores de amor:
A primeira é quando a relação termina e a gente, seguindo amando, tem que se acostumar com a ausência do outro, com a sensação de perda, de rejeição e com a falta de perspectiva, já que ainda estamos tão embrulhados na dor que não conseguimos ver luz no fim do túnel.
A segunda dor é quando começamos a vislumbrar a luz no fim do túnel.
A mais dilacerante é a dor física da falta de beijos e abraços, a dor de virar desimportante para o ser amado. Mas, quando esta dor passa, começamos um outro ritual de despedida: a dor de abandonar o amor que sentíamos. A dor de esvaziar o coração, de remover a saudade, de ficar livre, sem sentimento especial por aquela pessoa. Dói também…
Na verdade, ficamos apegados ao amor tanto quanto à pessoa que o gerou. Muitas pessoas reclamam por não conseguir se desprender de alguém. É que, sem se darem conta, não querem se desprender. Aquele amor, mesmo não retribuído, tornou-se um souvenir, lembrança de uma época bonita que foi vivida… Passou a ser um bem de valor inestimável, é uma sensação à qual a gente se apega. Faz parte de nós. Queremos, lógicamente, voltar a ser alegres e disponíveis, mas para isso é preciso abrir mão de algo que nos foi caro por muito tempo, que de certa maneira entranhou-se na gente, e que só com muito esforço é possível alforriar.
É uma dor mais amena, quase imperceptível. Talvez, por isso, costuma durar mais do que a “dor-de-cotovelo” propriamente dita. É uma dor que nos confunde. Parece ser aquela mesma dor primeira, mas já é outra. A pessoa que nos deixou já não nos interessa mais, mas interessa o amor que sentíamos por ela, aquele amor que nos justificava como seres humanos, que nos colocava dentro das estatísticas: “Eu amo, logo existo”.
Despedir-se de um amor é despedir-se de si mesmo. É o arremate de uma história que terminou, externamente, sem nossa concordância, mas que precisa também sair de dentro da gente…
E só então a gente poderá amar, de novo.
No finalzinho da entrevista que Pedro Bial deu à Marília Gabriela, quando foi questionado sobre relacionamentos, ele deu uma lição que serve para todo mundo: trate seu amor como você trata seu melhor amigo. Sei que isso parece falta de romantismo, mas é o conselho mais certeiro.Não era você que estava a fim de uma relação serena e plenamente satisfatória? Taí o caminho. Vamos tentar elucidar como isso se dá na prática. Comecemos pelo exemplo que o próprio Bial deu: você foi convidado para o casamento de uma prima distante que mora onde Judas perdeu as botas, você tem que ir porque ela chamou você pra padrinho. Como é que os casais costumam combinar isso?“Não tem como escapar, você vai comigo e pronto”. Ou seja, um põe o outro no programa de índio e nem quer saber de conversa. É assim que você convidaria seu melhor amigo? Não. Você diria: “Putz, tenho uma roubada pela frente que você não imagina. Me dá uma força, vem comigo, ao menos a gente dá umas risadas…”.Ficou bem mais simpático, não ficou? Como esta, tem milhões de situações chatas que você pode aliviar, apenas moderando o tom das palavras.Pro seu marido: “Você nunca repara em mim, não deu pra notar que cortei o cabelo? Será que sou invisível?” Mas pra sua melhor amiga: “Ai, pelo visto meu cabelo ficou medonho e você está me poupando, né? Pode dizer a verdade, eu agüento”.Pra sua mulher: “Você já se deu conta da podridão que está este sofá? Não dá pra ver que está na hora de trocar o tecido?” Mas pra sua melhor amiga: “Deixa a pizza por minha conta, eu pago, assim você economiza pra lavar o sofá. A não ser que este seja um novo estilo de decoração…”Risos + risos+ risos.Maneire. Trate seu amor como todas as pessoas que você adora e que não são seus parentes. Trate com o mesmo humor que você trata seu melhor amigo, sua melhor amiga. Até porque, caso você não tenha percebido, é exatamente isso que eles são.
“Grandes Realizações são possíveis quando se dá importância aos pequenos começos”
Você é inteligente.
Lê livros, revistas e jornais. Gosta de filmes de Woody Allen, do Hal Hartley e do Tarantino, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem seu valor.
É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido em comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar. Independente, emprego fixo, bom saldo no banco.
Gosta de viajar, de música, tem loucura por computador e seu fettuccine ao pesto é imbatível. Você tem bom humor não pega no pé de ninguém e adora sexo.
Com um currículo desses, criatura, por que diabo está sem namorado?
Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática : eu linda + você inteligente = dois apaixonados.
Não funciona assim. Ninguém ama a outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não-fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo-lhes à porta.
O amor não é chegado a fazer contas, não obedece a razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar. Costuma ser despertado mais pelas flechas do Cupido que por uma ficha limpa.
Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai ligar e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário, ele adora o Planet Hemp, que você não suporta. Ele não emplaca uma semana nos empregos, está sempre duro e é meio galinha. Ele não tem a menor vocação para príncipe encantado, mas você não consegue despachá-lo. Quando a mão dele toca em sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita de boca, ele adora animais, ele escreve poemas. Por que você ama esse cara? Não pergunte a mim.
Você ama aquela petulante. Você escreveu dúzias de cartas a que ela não respondeu, você deu flores que ela deixou murchar, você levou-a para conhecer sua mãe e ela foi de blusa transparente. Você gosta de Rock e ela de MPB, você gosta de praia e ela tem alergia a sol, você abomina o Natal e ela detesta o Ano Novo, nem no ódio vocês combinam. Então? Então que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome.
Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, se veste bem e é fã do Caetano. Isso são referências, só. Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá ou pelo tormento que provoca. Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera. Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível. Honestos existem aos milhares, generosos tem às pencas, bons motoristas e bons pais de família, está assim, ó.
Mas só o seu amor consegue ser do jeito que ele é.
Namorado (ou namorada) é:* quem tem a certeza de que seja como for a vida sem (ele) (ela) seria pior;
* um pedaço de possibilidade em forma de deslumbramento. É um clima, um estado especial, uma espécie de vertigem com gosto de chegada à lua misturado com refresco de pitanga;
* o amor que está ao lado, o possível, o adivinhado, o portador das nossa melhores expectativas; a forma do nosso exato modelo; o cheiro e gosto de pele das indefiníveis atrações vindas não se sabe de que encarnações;
* o eterno proibido, porque é sempre aquele que ainda vai conseguir. Mesmo de quem pode. É o estado de sentir antes de qualquer encontro todas as suas descobertas, mesmo as impossíveis, pouco importa se entre casados, solteiros, noivos, viúvos ou namorados mesmo;
* o que sempre acaba voltando: em carne e osso ou 40 anos depois sentado no trono dourado de uma fantasia, lembrança, amargura, saudade doce, breve recordação ou vivência nunca morta;
* tudo o que represente o melhor de cada um de nós, distribuído em mil feixes de luz. São as luzes das partes nossas que nunca alcançamos; das vontades que não satisfizemos nem satisfaremos; dos sentimentos que jamais envelheceram; dos sonhos que negam-se a apagar, porque deles se nutre nossa a ânsia de viver, num mundo onde os namoros são a prova de que as pessoas estão ávidas para o encontro mais profundo com o que são e gostariam de trocar.Namorado não é quem assim se denomina, como se namorar fosse o começo de uma escala hierárquica que depois continua com noivado e casamento. Namorado é o noivo, o marido, o amante, o tímido desejoso, o fiel impossibilitado, o infiel aturdido, o frustrado, o reprimido, sempre que neles se riscar o fósforo da verdade e acender a luz de sua vontade.Namorado é o ser humano em estado de amor.
O amor maduro não é menor em intensidade.
Ele é apenas silencioso
Não é menor em extensão.
É mais definido colorido e poetizado.
Não carece de demonstrações.
Presenteia com a verdade do sentimento.
Não precisa de presenças exigidas.
Amplia-se com as ausências significativas.
O amor maduro tem e quer problemas, sim, como tudo.
Mas vive dos problemas da felicidade.
Problemas da felicidade são formas trabalhosas de construir o bem, o prazer.
Problemas da infelicidade não interessam ao amor maduro.
Na felicidade está o encontro de peles, o ficar com o gosto da boca e do cheiro do outro – está a compreensão antecipada, a adivinhação, o presente de valor interior, a emoção vivida em conjunto, os discursos silenciosos da percepção, o prazer de conviver, o equilíbrio de carne e de espírito.
O amor maduro é a valorização do melhor do outro e a relação com a parte salva de cada pessoa.
Ele vive do que não morreu, mesmo tendo ficado para depois, vive do que fermentou criando dimensões novas para sentimentos antigos, jardins abandonados, cheios de sementes.
Ele não pede, tem.
Não reivindica, consegue.
Não percebe, recebe.
Não exige, oferece.
Não pergunta, adivinha.
Existe, para fazer feliz.