quinta-feira, 4 de abril de 2013

Encenação..

Encenação...

O silencio grita em minha alma
Então as lembranças me assaltam
Ruidoso bando de pássaros loucos
Vozes que se modulam em tons
Discutem, argumentam, justificam-se
Sacando da memória perdas e mágoas
Atirando-os a fogueira da insanidade
Que insiste em reprisá-los dias a fio
Sádica mistura de prazer e dor

No palco do teatro de minha vida
Insisto em protagonizar um drama
Buscando eco nas almas que assistem
Faço caras e bocas, verto lágrimas
Gesticulo no vazio do tablado
Para uma platéia que me olha
Mas só enxergam a si próprios
Ao final do ato eles aplaudem
Não a mim, mas a eles mesmos

Encolho-me por trás da cortina
Dirijo-me a um camarim
Marcado com uma estrela negra
Na coxia meu palhaço espera
Anseia pelo dia que o deixarei
Subir ao palco para roubar sorrisos
Ao invés de lágrimas

(Alexandre Costa)

Compartilhar!

Compartilhar!
Eu compartilho com você a beleza do Mundo,
Os mares, rios e lagos,
As florestas fechadas, com suas belas árvores,
Os campos em que lírios são nossos olhos,
E o orvalho da manhã, lágrimas feitas de pétalas de flores,
Compartilho também o meu bom senso,
Quando digo à você, que todo amor é atento,
Desde que seja bem vivido,
E para ser bem generoso, grito ao vento,
Para que chegue aos seus ouvidos,
Que todo o universo é pouco,
Diante do Amor que sinto pela sua beleza,
Compartilho meu amor ao próximo,
Pois sei que serei o mesmo amanhã,
Se quiseres...

Marco Antonio de Alvarenga

Minha mão te escreve;

Minha mão te escreve;
Meu coração por ti chora ;
E a letra de quem te quer
E a assinatura de quem te adora

By lene.....♥

Beijo.

Beijo...

Tua língua me invade
Minha alma acende
Meu corpo arde
De teus lábios bebo vida
Em tua vida projeto sonhos
Em meus sonhos faço-me muitos
Meus muitos me fazem único
Hibrido homem e bicho
Santo e demônio
Criando novos pecados
Centro de muitos lados
Futuro, presente e passado
Um momento no tempo
Vivendo desejos
Febre do corpo
Fogo da alma
Explodindo em paixão...
...Quando tua língua me invade.

(AlexSimas)

Engano.

Engano...

Caminharei pelas manhãs de minha alma nua
Quando acordar de minhas noites insones
E lembrar-me dos sonhos que não tive
Buscando a noite quando o sol empresta seu
Brilho a lua que encanta aos amantes

Subo ao palco, onde exponho minha tristeza
Na platéia uma cadeira vazia, sob a qual escondo
Um coração que dói, uma esperança que some
No saltar das horas de uma saudade que aposta
Que não consigo te esquecer

Esgueiro-me sonâmbulo pelos becos das lembranças
Tecendo planos de um amanhã onde não te vejo
Passeastes por meu coração como em férias a beira mar
Espalhei flores no caminho para perfumar teus pés
Encantei-me com teus beijos, me hipnotizei em teu olhar

Não faz tanto tempo
Acreditei que era para sempre
Levei-te alem de meus limites...
...Enquanto você apenas brincava de amar

(AlexSimas)

Meu jeito de amar

Meu jeito de amar
Quero viver-te mais que um simples beijo,
quero encantar as tuas fantasias,
deliciando-me em ser a terapia
que te sacia matando teus desejos.

Quero enfeitar-te com esse meu cortejo
e sentir-te delirar de alegria,
quero abraçar-te com tanta euforia
tornando-te musa desse meu ensejo.

É assim que vou te amar, tão docemente,
unindo as emoções sofregamente,
e fazendo um do outro ser refém.

E a vida se transforma em paraíso
e se julgarem a gente sem juízo,
é meu jeito de amar, de mais ninguém.

Marcos Maia.

AlexSimas...

AlexSimas...

Foi um poeta que falava de borboletas
Jardins e primaveras
Deslizava em arco-íris
Acreditava em príncipes
Que conversam com raposas
Cultuava rosas
Louvava plenilúnios e solstificios

Foi um poeta que viveu
A fantasia de sua escrita
Um amor sem medidas
Um poeta que penetrou a poesia
Pensou que a luz refletida pela lua
Era a de seu coração que um dia
Uma musa acendeu

Foi um poeta que viajou
Nas folhas soltas de outono
Sentiu a caricia do vento
Abraçou o mar
Cantou com sereias
Plantou muitos jardins
Ansiando uma única borboleta

Foi-se o poeta mortalmente ferido
Totalmente consumido
Na chama do amor que alimentou
Com versos e prosas, paixão e verdade
Foi pleno, intenso, cúmplice...
Entregou seu maior tesouro...
...Seu coração de poeta

Recebeu por troco...
...Sofrimento e dor

(Alexandre Costa)

Lânguido..

Lânguido...

Acolheu-me o chão frio e duro
Onde me encolho para lamber
As feridas da alma surrada...

A dor... Tão intensa que já não a sinto
Os sonhos agora perdidos são como um
Móbile sobre o berço, vejo, quero...
...Mas não os alcanço

As lembranças sobre as quais passeio
Cortam-me a carne quais cacos de vidro
Espatifados no chão da memória

Não choro... Não sinto... Não vivo...
Não mais, sem nada, vazio, perdido
Sentido sem sentido combalido

Uma navalha, uma banheira...
...Falta água

Chão frio, muito frio...
Noite escura muito escura...

Corpo, alma, chão, cão
Frio, escuro, mudo, amargo

E essa água que não chega...

(Alexandre Costa)

Abstração.

Abstração...

Bebi de teu amor no cálice da madrugada
Enquanto a manhã desabrochava no brilho de teus olhos
Enternecido sentei-me à soleira de meu coração
Pus-me a cantarolar uma cantiga antiga…
…Uma cantiga de ninar.

A fábula de que a letra falava era uma mistura de alegria e cor
De seres encantados vivendo uma eterna e utópica historia de amor
Qual infante apaixonado acreditei no ardil de tuas palavras
Desarmai minha alma, te deixei entrar para vivermos a canção...

Em ânsia louca te amei, teci sonhos insanos de um amor apaixonado
Minha felicidade tinha nome e endereço...
Teu sorriso bastava para iluminar minha noite mais escura
Éramos os dançarinos da caixinha de musica em eterno bailar

Então descobri que amar é sofrer tanto quanto querer...
Que o pérfido monstro da mentira escondia-se sob minha cama
De onde saiu ofuscando-te o sorriso e calando a cantiga...

Desculpa se a canção não é mais sentida
Desculpa pela lágrima perdida
Você mentiu para mim...

(AlexSimas)

As Razões da Emoção

As Razões da Emoção

Tão difícil calar quando o coração grita
Tão difícil falar quando a garganta soluça
Pensar, falar, calar a razão com a emoção
Pesar a emoção pela razão, deter o vôo
E pousar sobre as penumbras da vida

Como não olhar para trás se o rumor
Da magoa me segue com seus passos
Pesados em alvoroço descompassado
Como socorrer um coração despedaçado
Que desesperado segura-se no amor

Como parar o relembrar, reerguer
O confiar voltar a acreditar...

Juras-te em nome do amor, perfídia
Assim mentiste, chega, basta agora
Não ceda implora-me a razão
Acaba com essa droga de uma vez
Retoma teu rumo, respira fundo

Como forçar esse tolo coração
A parar de te amar, voltar no tempo
Quando as tardes eram louras
E a saudade trazia teu cheiro
Na brisa das lembranças...

Como? Se não consigo parar...
De sonhar em voltar a voar a teu lado.


(AlexSimas
)