Senhor meu, Tu me dizes palavras com doçura. E me fazes sentir “A senhora” Levando-me à loucura. Trazes à minha boca mel, Alimenta o meu desejo. E em sonhos me visita Trazendo-me teu beijo. Senhor meu, Eu sou apenas tua Leva-me ao céu Juntemo-nos à lua. Que nossos corpos Ardam em paixão, E nos invejem as estrelas Pela nossa inspiração. 
Um quarto à meia luz, Roupas jogadas ao chão. Lá fora, uma chuva fina Rega a noite. Sob a cama forrada Com lençóis de seda Dois corpos se amam. Duas almas envolvidas Numa paixão repentina, Mergulham no mar Dos desejos antes reprimidos. Mas agora unidos pelo destino, Embriagam-se na loucura Das fantasias que sonharam. Na perfeição do momento, O tempo parou... E o mundo lá fora Já não tem importância. Porque eles se amam, Se completam... E querem apenas viver Essa grande paixão. 
Hoje a tristeza me pegou de assalto E não entendi o porquê. Talvez seja o cansaço, Ou quem sabe a saudade Que estou sentindo de você Até meu espelho me disse Que meu olhar está abatido, E perguntou-me onde está meu sorriso. Respondi que há uma dor Apertando bem forte o meu peito E que hoje me fez só compor Estes versos tristes e meio sem jeito A alma do poeta Hoje se encontra cansada, Está abatida e quieta Sentindo saudades, De ti minha amada. 
Adormeci Sobre as palavras do livro que lia. E quando acordei estava mergulhada No mundo da fantasia. Agora sou uma viajante Perdida na eterna utopia. Buscando no sonho um refúgio Querendo de volta Aquela antiga alegria. E não sou mais Aquele poeta livre. Construo amores reais Nesse mundo em que A minha alma vive.