sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Lingerie


Transpirava sensualidade
Com a libido à flor da pele,
O desejo aflorava.
Tirou a fantasia do sonho
Despiu-se do pudor,
Vestiu a lingerie  
E atirou-se nos braços do amado.
Com tamanha sofreguidão amou
E enfim realizou o tão esperado sonho.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Volte a Viver




Acabou aquela vida
E nem saudade consegue expressar
Seu riso não e mais o mesmo
Sua face não consegue disfarçar
Olhar para ti agora é nada ver
Sem alegria é o teu falar
Aquela espontaneidade foi retraída
Esqueceu o seu sonhar
Acabou aquela vida
Quando na vida deixou de acreditar
Muitos passam por isso
Mas cansada ela diz que está
Não tenho conselhos prontos
Que faça isso se modificar
Eu sei que Deus é bom
E vida nova tem para dar
Acredite apenas nisso amiga
E creio que irá transformar
Não deixe perecer teus princípios
Nem tua beleza se transfigurar
Há momentos complicados
Que é difícil perseverar
Sei que às vezes caímos
Mas é preciso levantar
Quero ver-te sorrindo
Escutar tua voz cantar
Teus valores são únicos
Há quem saiba apreciar
Volte a viver como outrora
A vida tem coisas boas para te dar.

Volte-se ao mundo que antes era teu


Volte-se ao mundo que antes era teu
Aquele mundo que você esqueceu
Quando encheram teus olhos
De falsas promessas
Com risos poucos e alegrias vãs

Volte-se ao mundo que antes era teu
Onde tinha pureza e amigos bons
Onde a poesia era a própria vida
E não se tinha ídolos para imitar
Porque havia Deus que é o próprio amar

Volte-se ao mundo que antes era teu
E que você descoloriu e tornou cinza
Que o teu coração sente saudade
Porque lá há verdadeira amizade
Que não te enche de falsidade

Volte-se ao mundo que antes era teu
Para os sons das melodias que entoava
Para as esperanças que acreditava
Para os sonhos que plantava e deixou de regar
Ao mundo que é teu, podes voltar.

Tristeza



Hoje foi um dia restrito
De choros internos
De lágrimas que rolam na alma

Hoje foi dia de olhar distante
De solidão que fere mais ainda
De coração apertado

Hoje foi dia de nó na garganta
De voz embargada
De poucas palavras

Hoje foi mais um dia que fiquei ali
Tentando encontrar explicações
Para diminuir meus tormentos

Hoje, fui incapaz de sorrir
Porque o que mais existe em mim
É tristeza que chora e chora sem fim.

(J.L.)

Soneto dos dias



Tão torpe meu pensamento
Neste inicio de noite que se forma
E toma-me indiscutivelmente
Num drama fulgente de vida

Nem som, nem cor
Não há nada de contente
Que ser busca viver
Sem esperança e sem crença?

Se vai mais um dos muitos
Que escondo pelas trilhas dos becos
Na calada das noites escuras

Não há luz nestes dias
Posto que de dia é madruga
E a madrugada nunca se torna dia.

(J.L.)

Amor enganador




Passam-se esses dias
Que inflamam minha dor
Como fogueira perene
É a dor do amor
Acessa e consumidora
Das lenhas do coração
Do peito sofredor
Por um amor enganador
E queima e arde mais
E não se transforma em cinzas
Para que o vento e esses dias levem
O fogo cresce!
E de amor ou por amor se fortalece
Sem que haja preces, nem reveses
A fogueira, meu amor,
Meus dias consomem e entristecem.

O ódio inflama


Bem mais além de mim
Peito sufocado e ardente
Pensamento atordoado
A insanidade da ira
Há horas que me fecham
Neutralizando o que é bom
E não vejo, nem quero menos
Que comer o prato frio
Pecado ou não
O ódio inflama
E sua chama destrói
Tudo o que um dia foi bonito.
(Jouse.Li.)

Pensando bem!


Do amor mentiroso



Hoje nenhuma palavra vinda de ti
Ser-me-ia verdade
Porque o peso da mentira
Da tua mentira infame
Ficou sobre meus ombros
O som da tua voz imperiosa
Tão certa que dizia e clamava um tempo
Um tempo que sabia não existir
E me subjugava ao cerne da compreensão
Aquela que só tu sabias ter
Hoje nenhum gesto ou atitude tua
Mudariam meu olhar e minhas palavras
Não espero nada, nem nenhuma aproximação
Porque ao nada se assimilaste para mim
E ao esmo dilato este amor mentiroso que era sem fim.
(Jouse.Li)

Pensando bem!