domingo, 30 de setembro de 2012

Amar com os olhos,







 
Amar com os olhos, sem nada poder dizer,
Juro! É castigo!
Algo que não combina comigo,
Desse amor não quero sofrer!

O amor tem que ser pra valer.
Ardente feito chama,
Pressupondo contato, cama,
Tudo que nos dê prazer!

É preciso portanto aproximação,
Toque de corpos...bocas...mãos...
Abraços...carinhos...beijos...

Olhar apenas não satisfaz,
Sempre queremos um pouco mais
Para saciar nossas "fomes", nossos desejos!

Walter Pereira Pimentel

Qual contas de um colar





Você se desfecha
Em uma cortina a cair
E esse manto se faz
Em um eterno e sublime reluzir.
Mas, no translúcido
Da gotinha congelada,
Uma explosão de cores se apresenta
Basta um tímido raio solar
Para que o arco íris
Em seu prismático fluir,
Surja enchendo o céu azul
De brilhos frutacores.
São partículas de vida
Como aquelas que penetram
Os corações apaixonados.
Que se deixam embriagar
Pelos beijos do ser amado
E se perdem em sonhos
Qual mundo da fantasia
Entre duendes, magos e princesas.
Mas como separar
Fantasia da realidade
Se mesmo no mais vã dos sonhos,
Nossa realidade é preemente.
É como aquele
Que se entrega ao primeiro amor.
Sonho buscá- lo
Sempre que necessário,
Pois é só nele
Que nossa alma
Repousa em paz!!!
No amor verdadeiro!!!

VENUS

Revivo em silêncio,

Revivo em silêncio,

Envolvendo meus braços,
os teus, calor que senti.
Aquecendo meus lábios,
beijos, tantos, que tremi.

Olhar, que o meu refletiu.
Pensar, que ao meu se fundiu.

Momentos tão nossos,
encantos e votos,
fizeram-se meus,
como se em mim coubessem,
teus cânticos roucos,
teus desejos loucos,
que eram tão meus,
como se em mim vivessem.

Repasso, em curtos flashes,
tão pouco foi, tanto se tornou,
em mim, fizeram-se raízes,
profundas, lembrança que restou,
de outros tempos mais felizes.
Hoje, não mais me aqueces.

Nem teus lábios mais me tocam,
ou sequer meu nome, pronuncias,
não carregam ecos os ventos,
apenas minhas memórias provocam,
envolto em silêncio, noites frias,
imagens de tí, fixos pensamentos.

Golden

Amor..

"Design By Iraima"
 Amor...
Quando sentires minha falta
Quando quiseres me ver
Quando não couberes em si de tanta saudade
Quando puderes sentir meu beijo, meu desejo
Não tema, procure-me
Estarei no brilho de um olhar
Sempre a espera de você chegar
Serei teu aconchego,
Teu delírio,
Teu martírio,
Teu calor
Serei a vontade de tudo
Serei a felicidade
O extremo
A igualdade
Serei a vida, não mais esquecida
Serei você
Amor...

Mudanças

Mudanças
Golden



H
oje resolvi mudar minha vida,
colocar em ordem o que restou
ou melhor, o que de nós sobrou,
na vã esperança de curar a ferida.

Não suporto mais tropeçar em nós,
uma bermuda velha aqui, soutien ali,
e lembrar a quem eles vestiam, ah tortura,
como testemunhas mortas de tudo o que perdi,
fetiches que me levavam à loucura,
e os ecos, reverberantes, dos momentos a sós!

Quanto mais recolho, mais aparece,
outro par de chinelos, cruzes,
chego a murmurar uma prece, em vão,
como se estivessem a se multiplicar,
fantasmas em torno de mim, a dançar,
não posso garantir estar louco, ou são,
"O último a sair, apague as luzes"
mas quem ficou fui eu, sou eu quem enlouquece!

Até as paredes parecem conspirar, suas cores,
ainda que desbotadas, são como as janelas,
silentes recordações de teu gosto,
"Amor, vamos dar uma mão de tinta nelas?"
estou te ouvindo novamente, revendo teu rosto,
a tinta fresca a rescender, teus cabelos em coque,
um cheiro bom, na cozinha, daquelas panelas,
como conseguiste incorporar tantos amores?
Por que, logo em mim, foram restar tantas dores?

A
rrasto uma pilha imensa de trecos, esquifes,
cada qual envolvendo uma pequena recordação,
meu reflexo, no espelho, espectro sem rumo,
longe vai meu último momento de calma,
nos cabelos, guardo ainda, teus derradeiros toques,
teu perfume a impregnar, persistente, minha alma.
quase acabado, quase acabando, logo daqui eu sumo,
mas ainda te levo, bem lá dentro, em meu coração!

como a poeira que é levada pelo vento.

De repente, você vem na minha mente,


Nós podemos vê-la, senti-la,
nossos olhos lacrimejam,
nosso rosto e toda nossa pele se impregnam.
Eu a vejo como se fosse uma água de fonte cristalina
Capaz de refletir o seu semblante
Quando fixo meus olhos, me abraço na saudade,
Na saudade de você, da sua voz,
Me abraço em tudo que aconteceu entre nós!
Mas nunca perco a esperança,
pois amanhã pode ser que o vento volte
E desta vez ele não traga só a poeira
Quem sabe, ele resolva ouvir o meu apelo
E traga você para quebrar este gelo?
Ah! Desta vez vou ficar atento olhando o vento,
Pois, se você vier com ele,
a saudade vai virar realidade
E nunca mais eu deixo o vento fazer você virar saudade,
Pois entre os  meus braços, existirá sempre um espaço
Para  você  se aconchegar.
Dorival Gaspar ®

Escravos das Recordações

 Escravos das Recordações
Golden


Sinto vontade de gritar, como se eu pudesse, sem os ouvidos ferir.

Vontade de partir, como, se eu soubesse, se tivesse sequer onde ir.
De ir, de sair, as asas domando as forças do vento e pronto!
Pronto a enfrentar o infinito, tão distante, tão próximo, a teu encontro!

As ondas do tempo, envolventes, a varrer, desta vida, as areias,

apagando marcas frescas, passadas, da nossa história recente,
ora delicadas vagas, serenas, sincopadas ao bater destas asas,
ora altaneiras, borrascosas, num turbilhão a nos confundir a mente.

Como explicar a força, que nos anima, nos faz seguir adiante,

quando, em verdade, temos consciência do ontem, presente,
em visões, reais como o zunir do vento em nossos ouvidos.

Escravos das recordações, peças pregadas em nossos sentidos,

a reviver, sempre e sempre, calafrios, tão reais quanto o agora,
sentimentos tão ciosamente guardados, ecos saudosos de outrora.

buscando, amando, sonhando....

E lá estava eu,


E lá estava eu,
acreditando ser o bastante,
ser amante,
a amiga..
a prioridade.

E lá estava eu,
acreditando em culpas,
acreditando que o amor vence tudo,
que ele brilha como o sol,
lindo, inatingível..

E lá estava eu,
colecionando lucros,
controlando desamor,
encobrindo intenções outras..

E lá estava eu,
tentando reerguer o relacionamento,
acreditando que o sentir fosse redimensioná-lo...

Estava então,
Investindo de forma errada,
Em um mercado impróprio,
Numa administração falha..

Estava então,
no exercício pleno de minha profissão,
de fato e de direito,
humana, mulher, fêmea e profissional.
Convenci-me que no amor não há diplomas,
grau de instrução...
Apenas existe,
causa dor e emoção..

Estava então,
Cega de amor,
Cega de querer,
Cega de mim,
deixando tudo caminhar para entropia...

Entropia de minha auto-estima,
do que eu merecia...
Querendo receber como eu dava,
Querendo me contentar com o que eu tinha,
mascarando, tentando...
querendo ser plenamente amada..

Estava então,
sonhando,
dando-me,
amando,
amante ,
amiga,
projetando,
de forma errada....
Enganada com o amor.

Estava eu então,
No pensamento perdido, buscando os porquês,
Parei.,. Chorei, fiz-me triste,
Em luto interior entrei..
Faixa preta no coração,
curativo nesse meu amigo fiz..
Estanquei o sangue,
Fiz analgesia ...
Não deixei de viver um só momento do momento,
Fui humana, cheia de sentimentos,
sofri sim,
doeu sim,
Senti falta das mãos percorrendo meu corpo,
prazer,
palavras,
sussurros, voz,
saudades.
atravessei cada etapa de tudo...

Parei uma outra vez!
Entrei em concordata existencial,
antes que falisse a mim mesma..
Comecei então,
A fazer um balanço de tudo,
Perdas e lucros acumulados,
Vi-me de repente,
ativos e passivos do amar.
Como um grande empreendimento...
Tudo voltará ao normal,
Continuarei investindo,
Estudarei com mais precaução o mercado,
E continuarei inteira,
voltando ao todo existencial..
Somente parei...
Despertei!
Para ser melhor no momento seguinte,
Reconhecendo os meus defeitos,
os meus medos,
O mau emprego de recursos,
para mim e para os outros..

Concordata não é falência, pensei!
É a busca,
A avaliação,
Os ajustes!
Então a determinei!
Jane Lagares

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